AUDIO GUIA DE BERLIM

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Audioguia de Berlim

PORTÃO DE BRANDEMBURGO

Encontramo-nos com o audioguia (áudio guia) na praça de Paris, diante de uma das portas mais antigas de entrada para Berlim, inaugurada em 1791, e um dos símbolos mais importantes da cidade, incarnando o triunfo da paz sobre as armas.

Trata-se de uma estrutura de 26 metros de altura, de estilo neoclássico, que lembra as construções da Acrópole de Atenas. Na parte superior preside uma quadriga de cobre, que representa a Deusa da Vitória num carro puxado por cavalos, a entrar na cidade.

Depois da sua construção, a Porta de Brandemburgo teve o esplendor que lhe correspondia, vendo passar sob os seus arcos membros da realeza, as tropas de Napoleão, e presenciando alguns desfiles nazis. No entanto, apesar dos graves danos que sofreu durante a 2ª Guerra Mundial terem sido reparados, entre 1961 e 1989, o monumento ficou isolado na terra de ninguém, entre leste e oeste, pelo Muro de Berlim. Após a reunificação da cidade, por fim recuperou o lugar que merece. 

O rei da Prússia Frederico, o Grande, encomendou o Portão de Brandemburgo ao arquiteto Carl Gotthard Langhans. Das 18 portas que integravam a muralha defensiva de Berlim, é a única que sobreviveu até hoje. A estrutura exibe cinco passagens separadas por seis colunas coríntias. Os três arcos centrais eram reservados à realeza, enquanto o povo utilizava as entradas laterais.

Em 1806, as tropas de Napoleão saquearam a quadriga (a carruagem puxada por quatro cavalos) que coroava o monumento, levando-a para Paris. A escultura foi recuperada após a Batalha de Waterloo pelo marechal Von Blücher, que a readornou com símbolos prussianos: a cruz de ferro e a águia real. Destruída nos bombardeios da Segunda Guerra, a quadriga foi reconstruída em 1958 com base num molde de gesso original.

O Portão de Brandemburgo abre-se para a Pariser Platz, que no século XIX era conhecida como a sala de receção do imperador e que atualmente continua a ser um local muito movimentado devido às embaixadas e bancos aí instalados. Nesta praça também se ergue o reconstruído Hotel Adlon, um estabelecimento icónico onde se hospedaram figuras como Charles Chaplin ou Greta Garbo. Foi neste hotel que Michael Jackson se debruçou da varanda do seu quarto com o filho nos braços. 

Audioguia de Berlim -  Portão de Brandemburgo

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MURO DE BERLIM

Quando a 2ª Guerra Mundial terminou, os aliados dividiram a Berlim em quatro setores: francês, inglês, americano e soviético. Pouco depois, os ocidentais uniram-se, formando a República Federal Alemã (RFA), e a Rússia constituiu a República Democrática Alemã (RDA), e cada estado seguiu um modelo sócio-económico diferente.

Devido à crescente emigração de alemães de leste para oeste, quase 3 milhões de pessoas, na noite de 12 de agosto de 1961, os soviéticos construíram uma vedação de arame provisória ao longo de 155 km e fecharam 69 dos 81 pontos de controlo que havia para passar de um lado da cidade para o outro. Durante os dias seguintes construiu-se um muro de tijolo ao longo desses 155 km, desalojando, assim, as pessoas cujas casas se encontravam nessa linha.

O Muro de Berlim acabou por se converter numa parede de betão com cerca de 3,5 a 4 metros de altura, encimado por uma superfície semiesférica, para que ninguém pudesse agarrar-se a ela. A acompanhar o muro, criou-se a chamada "faixa da morte", formada por um fosso, uma cerca de arame, uma estrada pela qual circulavam constantemente veículos militares, sistemas de alarme, armas automáticas, torres de vigilância e patrulhas acompanhadas por cães 24 horas por dia.

Entre 1961 e 1989, mais de 5.000 pessoas conseguiram atravessar o muro, mas muitas morreram ao tentar. Os guardas disparavam a matar.

A queda do muro foi motivada pela abertura de fronteiras entre a Áustria e a Hungria, em maio de 1989, já que cada vez mais alemães viajavam para a Hungria para pedir asilo nas diversas embaixadas da República Federal Alemã.
Este facto motivou enormes manifestações em Alexanderplatz, que levaram a que, a 9 de novembro de 1989, o governo da RDA tenha afirmado que era permitido passar para o oeste.

Nesse mesmo dia, milhares de pessoas amontoaram-se nos pontos de controlo, para poder atravessar para o outro lado e houve um êxodo em massa. No dia seguinte, as pessoas começaram a abrir brechas, chegando o fim do muro de Berlim. 

Em Berlim, restam pouco mais de 1.500 metros do antigo Muro. Após a sua queda em 1989, a maior parte dos escombros foi utilizada para a construção de estradas, e museus de todo o mundo guardam algum fragmento que escapou à demolição.

Uma dupla fiada de paralelepípedos ao longo de 5,7 quilómetros no centro de Berlim assinala o traçado do muro, podendo ser percorrida de bicicleta. Quem tiver mais tempo e boa forma física pode aventurar-se pela rota completa de 160 quilómetros, que segue uma antiga estrada sinalizada com colunas.

Na Bernauer Strasse encontra-se o Memorial e Centro de Documentação do Muro de Berlim. Nesta rua foi tirada a célebre fotografia do soldado da RDA, Conrad Schumann, a saltar o arame farpado apenas dois dias após o fecho da fronteira. Neste mesmo local, vinte e oito anos mais tarde, foi demolido o primeiro segmento do muro.

Neste memorial ao ar livre conserva-se uma secção de 70 metros da muralha e uma torre de vigilância. Quatro estações temáticas com material audiovisual histórico e um centro de documentação contam ao visitante a história do eixo que dividiu Berlim em duas partes.

A Capela da Reconciliação, reconstruída no mesmo local onde se erguia a antiga Igreja da Reconciliação, presta homenagem às pessoas que perderam a vida no muro.

O audioguia (áudio guia) continua com o seguinte áudio dedicado ao checkpoint Charlie.

Audioguia de Berlim - Muro de Berlim

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CHECKPOINT CHARLIE

Foi o mais famoso dos pontos de passagem fronteiriços do Muro de Berlim, entre 1945 e 1990. Encontrava-se em Friedrichstraße, e abria passagem para a área de controlo norte-americano com a soviética, onde atualmente se ligam os bairros de Mitte e Kreuzberg.

Checkpoint Charlie foi palco de fugas espetaculares. Outros não conseguiram fugir e foram executados.

Um dos casos mais conhecidos de tentativa de fuga frustrada foi o de Peter Fechter que, quando esteva prestes a chegar ao outro lado, foi baleado por militares da RDA, que o deixaram esvair em sangue perante o olhar impotente dos cidadãos e militares de Berlim Ocidental, que queriam ajudá-lo.

O ponto de controlo foi demolido em 22 de junho de 1990, de modo que, à exceção do Museu do Muro de Checkpoint Charlie, que se encontra ao lado, nada restou para o recordar. Mais tarde, no ano 2000, reconstruiu-se a primeira cabine do posto de controlo, que, na atualidade, é uma das atrações turísticas de Berlim que pode descobrir com o audioguia (áudio guia). 

Na cabina do Checkpoint Charlie pode ler-se o famoso cartaz que avisava: “Está a sair do setor americano”. Os controlos fronteiriços foram criados em 1947 após a divisão de Berlim. Ao terceiro dos Postos de Controlo foi atribuída a letra C, ‘Charlie’ na linguagem militar. A partir de 1961 passou a ser a única passagem oficial entre as duas metades da cidade, embora só pudesse ser utilizada por soldados aliados, cidadãos não alemães e diplomatas.

Este ponto de controlo foi cenário de romances como O Espião que Saiu do Frio, de John le Carré, e de filmes como Octopussy, em que Roger Moore interpreta James Bond, ou A Ponte dos Espiões, protagonizado por Tom Hanks e realizado por Steven Spielberg.

Em outubro de 1961, tanques norte-americanos e soviéticos posicionaram-se frente a frente de ambos os lados do ‘checkpoint’ devido a um incidente diplomático que aumentou a tensão entre os dois países. O conflito, que durou 16 horas, poderia ter desencadeado uma nova guerra mundial, não fosse a atitude dialogante de John Fitzgerald Kennedy e Nikita Kruschev. 

Audioguia de Berlim - Checkpoint Charlie

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CATEDRAL DE BERLIM (BERLINER DOM)

Trata-se do templo da Igreja Evangélica na Alemanha, sendo, além disso, o edifício religioso mais representativo de Berlim. Está localizado em frente ao jardim Lustgarten, e próximo ao Rio Spree.

Apesar de ostentar esta denominação, o curioso é que nunca foi uma catedral, no sentido estrito da palavra, uma vez que nunca hospedou um bispo católico. A Catedral de Santa Edwiges é o lugar de residência do Bispo metropolitano de Berlim.

O edifício da catedral foi construído entre os anos de 1894 e 1905, seguindo o projeto de Julius Raschdorff, sobre os alicerces de uma pequena catedral barroca, que foi demolida no mesmo ano em que se iniciou a construção desta, por ordem do imperador Guilherme II.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o templo foi seriamente danificado pelos bombardeios, colocando-se um teto provisório para proteger o interior, até que, em 1975, começaram os trabalhos de reconstrução. Finalmente, em 1993, com uma altura inferior à do original e um novo desenho, terminou a sua construção, coroada por uma cúpula de cobre, de cor esverdeada, a partir da qual se pode desfrutar de belas vistas do centro de Berlim.

Entrando na Catedral de Berlim com o audioguia (áudio guia), vemos uma cripta conhecida como Hohenzollerngruft, onde se encontram os sarcófagos de diversos membros dos Hohenzollern, família alemã de governantes do século XI ou XII. 

Durante quase seis anos realizaram-se trabalhos dispendiosos de restauração da cripta para oferecer um local digno de descanso aos 90 membros da Casa de Hohenzollern aí sepultados.

Entre os sarcófagos que abrangem cinco séculos de história, destacam-se os desenhados por Andreas Schlüte para Frederico I e a rainha Sofia Carlota. A remodelação pretende afirmar a cripta como um importante local de memória da história alemã.

A espetacular escadaria imperial da catedral foi usada pelo kaiser Guilherme II e pela sua esposa, Augusta Vitória, até ao fim da monarquia em 1918. Como Augusta Vitória sofria problemas crônicos de mobilidade, o kaiser mandou instalar um elevador em 1905, encomendado a uma empresa norte-americana.

Em 2008, a cúpula da catedral foi coroada com uma nova cruz dourada com 15 metros de altura e 12 toneladas de peso. Nos concertos realizados no templo, é possível desfrutar do impressionante órgão da autoria de Wilhelm Sauer, que conta com mais de sete mil tubos. 

Audioguia de Berlim - Catedral de Berlim

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REICHSTAG (PARLAMENTO ALEMÃO)

Paragem seguinte do nosso audioguia (áudio guia), o Reichstag é um dos símbolos da capital alemã. Foi a sede do Parlamento no tempo do 2º Império alemão e mais tarde do Parlamento da República de Weimar. Desde 1994, a cada cinco anos, ali se reúne a Assembleia Federal para eleger o presidente da Alemanha, e desde 1999 é o local de reunião do Parlamento alemão.

Foi a partir de uma varanda da fachada principal que o social-democrata Philipp Scheidemann proclamou a república no dia 9 de novembro de 1918. Hoje existe ali uma placa a comemorar este facto.

O edifício, projetado por Paul Wallot, acabou de ser construído em 1894, seguindo um estilo neo-renascentista. É coroado por uma grande cúpula com 75 m de altura, cuja construção foi polémica, já que a sua primeira localização era no centro do edifício, sobre a sala do plenário, tendo havido diversas pressões que obrigaram Wallot a deslocá-la para a frente, por cima da entrada principal. Já numa fase avançada da construção, em 1889, o arquiteto conseguiu devolvê-la à sua posição original, mas alterando a sua estrutura de pedra para uma de aço e vidro, dado que a inicialmente projetada não tivesse sido suportada pela estrutura inferior, já construída.

Em 1933, quatro semanas após a nomeação de Adolf Hitler, o Parlamento foi vítima de um incêndio provocado, cuja autoria não chegou a esclarecer-se completamente, mas que permitiu que Hitler aproveitasse a situação e conseguisse abolir a maioria dos direitos fundamentais da Constituição de 1919 da República de Weimar. Por exemplo, o parágrafo 1 revogava os direitos civis elementares, e o parágrafo 5 estabelecia a pena de morte para crimes de "alta traição".

No final da Segunda Guerra Mundial, durante a Batalha de Berlim, o Reichstag foi palco de sangrentos combates e ficou seriamente danificado. Na década de 1960 realizaram-se as reformas mais urgentes, mas o aspeto que tem na atualidade foi adquirido numas obras feitas nos anos 90, graças ao arquiteto britânico Norman Foster, de cujo projeto se destaca a cúpula transitável, que se tornou uma atração turística. 

Audioguia de Berlim - Reichstag

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MONUMENTO AOS JUDEUS DA EUROPA ASSASSINADOS

Inaugurado em 2005, é um grande monumento memorial dedicado às vítimas judaicas do Holocausto. Também é conhecido como Monumento do holocausto.

Está situado sobre um vasto campo inclinado, coberto por uma grade quadriculada na qual se situam 2711 estelas ou lajes de betão de dimensões irregulares, o que produz uma sensação de desordem e caos.

Situado no mesmo monumento, sob a terra, pode aceder-se com o audioguia (áudio guia) a um centro de visitantes com salas temáticas, como a Sala das Dimensões, a Sala das Famílias, a Sala dos Nomes, e a Sala dos Lugares, onde estão expostas fotografias, diários e cartas de despedida que nos levam para aquela época. 

Em agosto de 1988, a jornalista Lea Rosh e o historiador Eberhard Jäckel impulsionaram a criação de um memorial na antiga sede da Gestapo que recordasse os judeus assassinados na Europa. A ideia não prosperou, apesar de contar com o apoio do ex-chanceler Willy Brandt e do escritor Günter Grass, entre outros.

Em 1990, uma iniciativa cidadã propôs que o monumento fosse erguido no Jardim Ministerial. O governo federal de Helmut Kohl cedeu os terrenos para a sua implantação e destinou 27,6 milhões de euros à sua construção.

No dia 10 de maio de 2005, realizou-se a solene inauguração perante 1.200 convidados, na qual intervieram, entre outros, o arquiteto do memorial, Peter Eisenman, e a sobrevivente do Holocausto Sabina van der Linden. 

Audioguia de Berlim - Monumento aos Judeus da Europa Assassinados

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COLUNA DA VITÓRIA

A Coluna da Vitória é um dos símbolos distintivos de Berlim mais famosos. O "asno de ouro", como é conhecida popularmente, foi construído entre 1864 e 1873, sob a direção de Heinrich Strack na então chamada Königsplatz (hoje Praça da República).

O motivo da sua edificação foi a vitória da Prússia em 1864 na guerra germano-dinamarquesa (Guerra dos Ducados). Em poucos anos, houve mais duas vitórias, a Guerra alemã de 1866, contra a Áustria, e a Guerra de 1870, contra a França. Para comemorar essas três vitórias foram criados os três segmentos originais, e a coluna foi coroada com uma escultura de bronze. Durante o Terceiro Reich, foi acrescentado à Coluna um quarto cilindro, com o qual atingiu os 67 metros de altura.

A escultura existente na parte superior é de bronze, feita por Friedrich Drake. Representa Vitória com uma coroa de louro, um capacete decorado com uma águia e o símbolo da Cruz de Ferro. Vitória é a deusa dos triunfos, de acordo com a mitologia romana. Pelo seu capacete com a águia, também poderia ser Borussia, a personificação da Prússia. A partir da plataforma panorâmica da coluna, é possível admirar a espetacular vista da cidade com o audioguia (áudio guia).

Ao terminar a II Guerra Mundial, a França quis dinamitar o monumento, mas não conseguiu, devido ao veto anglo-americano. Mesmo assim, os franceses retiraram os relevos que aludiam à sua derrota. 

Em 1838, por ocasião da transformação urbanística de Berlim, a coluna foi deslocada 1,6 quilómetros para oeste até à rotunda da Grosser Stern, no parque Tiergarten. Este pulmão verde no centro de Berlim era uma reserva de caça da realeza até que, no século XVII, o príncipe Frederico III o transformou num “lugar de lazer para o povo”.

Nos relevos de bronze e mosaicos da colunata, está retratado o percurso histórico que culminou na fundação do Reich. Da mesma forma, um longo trajeto aguarda os visitantes que desejam alcançar a plataforma superior da coluna: uma subida de 285 degraus em uma escadaria em caracol.

Barack Obama proferiu um discurso junto ao monumento em 2008, antes de ser eleito presidente dos Estados Unidos. 

Audioguia de Berlim - Coluna da Vitória

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IGREJA MEMORIAL KAISER WILHELM (Guilherme I)

O Kaiser Guilherme II mandou construir esta igreja de estilo neo-românico, em homenagem ao seu avô, o Kaiser Guilherme I. Na verdade, não foi um edifício com uma importância especial, tendo sido destruído pelas bombas dos ataques aliados durante a II Guerra Mundial.

Em 1950 fizeram-se planos para a sua demolição, mas os cidadãos recusaram-na, e decidiu-se criar um monumento comemorativo com os restos da igreja.

O seu exterior amolgado e enegrecido pretende relembrar a insensatez da guerra. No interior, uma pequena exposição mostra algumas fotos da época em que a igreja foi destruída pelos bombardeamentos.

Em frente à entrada da igreja construiu-se uma capela moderna (chamada Igreja Nova), formada por vidros azuis que refletem uma bela luz no seu interior.

Ao dirigir-se à parte de trás da igreja com o audioguia (áudio guia), encontra um edifício octogonal repleto de janelões azuis, construído em 1960 como campanário.

A forma dos três edifícios faz com que sejam chamados de forma coloquial: “o estojo de pó-de-arroz, o dente cariado e o batom”.

A Igreja do Kaiser Wilhelm é um dos monumentos mais interessantes de Berlim. O seu peculiar aspeto de castelo em ruínas confere-lhe um encanto especial, que alcança realmente o seu objetivo: recordar a todos, que, por meio da guerra, só se consegue destruir pessoas e tesouros arquitetónicos. 

A única parte da Igreja Antiga que pode ser visitada é a sala comemorativa que se conserva nas ruínas da torre. A antiga sala comemorativa estava decorada com mosaicos e relevos de mármore que enalteciam a vida religiosa do Kaiser Guilherme I.

Após a guerra, esta torre ficou em desuso e teve de ser protegida com grades contra atos de vandalismo. Em 1987, o vestíbulo foi reaberto como centro de exposições dedicado à história da igreja. 

Audioguia de Berlim - Igreja Memorial Kaiser Wilhelm

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PALÁCIO DE BELLEVUE

Próximo ponto do audioguia (áudio guia), o Palácio de Bellevue está localizado a norte do Tiergarten, nas margens do rio Spree, perto da Coluna da Vitória.
Frederico, o Grande, mandou construir este palácio em 1786, para utilizá-lo como residência de verão.

Trata-se do primeiro edifício neoclássico da Alemanha. Na sua planta distinguem-se três setores distintos: um edifício central com 19 vãos e um frontão apoiado sobre quatro pilastras coríntias, e dois edifícios laterais, um sobre a margem do rio, chamado ala do Spree, e outro simetricamente oposto, chamado ala das damas. Além disso, tem um parque de 20 hectares em seu redor.

Neste palácio foi assinado o tratado de paz da guerra Franco-Prussiana, em 1870. Em 1928, durante a República de Weimar, o palácio passou a pertencer ao Estado, sendo temporariamente a sede do museu etnográfico, até que em 1938 se tornou a residência oficial dos hóspedes do terceiro Reich.

O edifício sofreu graves danos durante os bombardeamentos das tropas aliadas em maio de 1945, após os quais só ficou em pé a fachada exterior da ala principal. Depois de passar por várias restaurações, é, atualmente, a residência oficial do presidente da República. 

O atual palácio é o resultado da reconstrução de 1959, da qual apenas se conservou a Sala Oval do edifício original. Os gabinetes do presidente da República encontram-se num novo edifício de vidro e granito negro, situado a sul do palácio, conhecido como Bundespräsidialamt, o Gabinete do Presidente Federal.

O Palácio de Bellevue, que deve o seu nome às belas vistas sobre o rio Spree, foi transformado numa escola durante o reinado do imperador Guilherme II, o último kaiser alemão, e durante a Primeira Guerra Mundial acolheu a sede do alto comando militar. 

Audioguia de Berlim - Palácio de Bellevue

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CATEDRAL DE SANTA EDWIGES

A Catedral de Santa Edwiges é a construção sacra católica mais importante de Berlim. Possui o título papal honorífico de Basílica menor. Edificou-se entre 1747 e 1773, sob o reinado de Frederico II, e comemora a chegada de imigrantes silesianos católicos de Berlim.

A estrutura do edifício foi destruída pela guerra e reconstruída posteriormente.

Distribui-se por dois níveis (superior e inferior) com oito capelas e uma conceção cêntrica simples e peculiar do espaço. Na câmara do tesouro, pode visitar-se uma pequena exposição de instrumentos e ornamentos litúrgicos.

Este é o local onde Bernhard Lichtenberg, cónego do cabido, foi capturado, por rezar publicamente a favor dos judeus. Foi condenado a dois anos de prisão por fazer mau uso do púlpito, morrendo no campo de concentração de Dachau. Atualmente, os seus restos mortais repousam na cripta da catedral.

Em 1996, o Papa João Paulo II beatificou Lichtenberg durante a sua visita a Berlim e, em 2004, o memorial Yad Vashem distinguiu-o como “justo entre as nações”.

O rei prussiano Frederico I autorizou a construção circular da Catedral de Santa Edviges, seguindo o modelo do Panteão de Roma.

Entre 2018 e o Natal de 2024, a catedral esteve encerrada devido às obras de remodelação necessárias para permitir a celebração dos ofícios litúrgicos de acordo com o Concílio Vaticano II. O buraco circular no chão e a ampla escadaria no centro da nave foram eliminados para transformar o templo “num lugar aberto e acolhedor para todas as pessoas”, segundo a arquidiocese de Berlim. Antes das obras, a catedral recebia mais de 200.000 visitantes anuais.

Aquela que foi a primeira igreja católica em Berlim após a reforma protestante possui entre os seus mais preciosos tesouros um presépio napolitano que data da segunda metade do século XVIII.

 O nosso audioguia (áudio guia) de Berlim prossegue na próxima secção.

Audioguia de Berlim - Catedral de Santa Edwiges

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ROTES RATHAUS (Câmara Municipal Vermelha)

O audioguia (áudio guia) leva-nos agora ao Rotes Rathaus, a câmara Municipal de Berlim, localizado no distrito de Mitte. É a sede do presidente da câmara regente e do governo do estado federado de Berlim. O nome deste edifício histórico deve-se à sua fachada, feita com tijolos vermelhos.

A câmara municipal foi construída entre 1861 e 1869, ao estilo do Renascimento do norte da Itália, seguindo o modelo das torres da Catedral de Laon, em França.

Como muitos edifícios de Berlim, foi danificado durante a II Guerra Mundial, e, após a sua reconstrução, passou a ser a Câmara Municipal de Berlim Oriental. Depois da reunificação alemã, a administração de Berlim mudou-se para o edifício. 

O edifício é coroado por uma torre com 94 metros de altura, incluindo o mastro da bandeira. No final de 1938, o responsável pelo planeamento urbano de Berlim, Albert Speer, teve de convencer Hitler a não demolir a torre. O Führer considerava que a torre não se enquadrava no horizonte da nova Berlim. Speer, num esforço estratégico, enviou então uma carta anónima ao diretor de um jornal a defender a demolição da torre, mas o protesto massivo dos berlinenses contra a proposta fez com que Hitler mudasse de opinião.

A fachada está decorada com 36 baixos-relevos em terracota que narram a história da cidade.
O edifício conta com 247 divisões. Na sala dos brasões, ou Wappensaal, onde se recebem membros do Governo, estão expostos os escudos de todos os distritos da cidade, enquanto que na Grosse Festsaal (ou Grande salão de baile) é usada para receções oficiais do governo.

A Säulensaal, ou sala das colunas, é a maior de todas e atualmente é utilizada para exposições. Antigamente funcionava como biblioteca e destaca-se pelo seu alto teto abobadado em cruzamento, pintado de laranja, e pela sua rica decoração.

Nos corredores do terceiro piso estão expostos os retratos das figuras ilustres de Berlim, pintados pelo artista Rolf Dübner. 

Audioguia de Berlim - Rotes Rathaus

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TORRE DE TELEVISÃO DE BERLIM

A Torre de Televisão de Berlim (Fernsehturm), foi, durante anos, o orgulho da RDA, uma torre construída em 1969, para mostrar a superioridade do comunismo sobre o capitalismo, numa tentativa de demonstrar que a Este se estava a preparar um futuro melhor.

Os seus 368 metros de altura, que fazem com que possa ser vista a partir de praticamente qualquer ponto da cidade, dão-lhe o título de estrutura mais alta da Alemanha, e o edifício de acesso público mais alto da Europa. Tem um miradouro a cerca de 204 metros de altura e logo acima um restaurante que gira 360 graus a cada meia hora.
Daqui podem admirar-se com o audioguia (áudio guia) os diferentes bairros da cidade e a variedade de arquiteturas, que vão desde moradias dos finais do século XIX, até aos modernos arranha-céus da Potsdamer Platz, ou os emblemáticos Platenbau, moradias da época socialista, muito mais alegres, cujas fachadas foram pintadas, há alguns anos, com diversas cores ou curiosos grafitis.

Uma curiosidade da torre é que o vidro que cobre a parte principal da estrutura esférica, faz com que, quando o sol da manhã reflete, se veja uma cruz no centro da esfera. Este fenómeno fez com que os ocidentais chamassem ao símbolo do poder soviético "A Vingança do Papa", deitando por terra a propaganda comunista. 

A RDA precisava de uma grande antena de transmissão para que as suas emissões pudessem cobrir todo o território nacional. Após considerar estabelecer o complexo em Müggelberge, a proximidade com a rota de aproximação do aeroporto de Schönefeld levou o Ministério do Interior a escolher a Alexanderplatz, no coração de Berlim Oriental.

O arquiteto Hermann Henselmann procurou, com o design da torre, destacar a força do sistema socialista. A esfera deveria lembrar ao povo os satélites soviéticos Sputnik e ser iluminada a vermelho, a cor representativa do socialismo.

A torre, com um peso de 26.000 toneladas, foi construída com o método de escalada. A estrutura interior de aço avançava um passo à frente do eixo exterior de betão. O anel de aço que sustenta a esfera foi montado primeiro no solo, sendo posteriormente içado em segmentos. 

Audioguia de Berlim - Torre de Televisão de Berlim

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EDIFÍCIO DA NOVA GUARDA

A Nova Guarda está no local da antiga muralha da cidade. Com o seu design, o arquiteto Friedrich Schinkel queria evocar a derrota de Napoleão e a obtenção da liberdade de Berlim. A sua construção terminou em 1818.

Ao longo dos anos, o edifício cumpriu diferentes funções comemorativas: a partir de 1931 foi tomado como monumento em homenagem às vítimas da Primeira Guerra Mundial; em 1960, tornou-se um lugar de memória às vítimas do fascismo alemão e, atualmente, pretende homenagear todas as vítimas do mundo, quer sejam das guerras, do fascismo ou de qualquer outra injustiça.

Entrando no edifício com o audioguia (áudio guia), podemos descobrir uma escultura comovente de uma mulher que segura nos seus braços o corpo sem vida do seu filho, de Käthe Kollwitz. 

O edifício, erguido na luxuosa avenida Unter den Linden, foi entre 1818 e 1918 a sede da Guarda Real, que até 1990 desfilava todas as quartas-feiras diante do monumento.

Em 1969 foram colocadas duas urnas com os restos mortais de um soldado e de um prisioneiro. Junto aos corpos destas duas vítimas desconhecidas, foi depositada terra proveniente de cenários de batalhas da Segunda Guerra Mundial e de campos de concentração. 

Audioguia de Berlim - Edifício da Nova Guarda

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PALÁCIO REAL

Encontramo-nos agora com o audioguia (áudio guia) diante do Palácio Real. Foi o edifício mais importante da administração na Prússia. A primeira pedra do Palácio foi colocada em 1443 e foi a residência principal dos Hohenzollern desde o século XVIII até à queda do Império alemão, no final da Primeira Guerra Mundial.

Em 1307, Berlim e Cölln uniram-se para formar uma única cidade, e com a construção deste edifício, a monarquia queria manifestar essa união, tornando-se a sua localização no centro da grande cidade formada. A partir de 1538, iniciou-se a demolição do edifício, para ser substituído por um novo palácio. Com a coroação de Frederico I da Prússia, em 1701, o edifício converte-se em residência real, e em 1845 o Palácio adquire a sua forma final, com a cúpula sobre o portal.

Na batalha de Berlim de 1945 ficou danificado, e durante a administração da época comunista, foi totalmente demolido. Anos mais tarde, em 1976, foi inaugurado o Palácio da República, um edifício moderno, sendo demolido em 2006, com o objetivo de reconstruir o Palácio Real. 

O novo edifício, cuja construção gerou numerosas críticas, acolhe desde 2020 o Humboldt Forum, um imenso museu etnológico com 30.000 metros quadrados, no qual foram investidos 667 milhões de euros.

Este centro intercultural presta homenagem ao legado dos irmãos Humboldt. Alexander foi um destacado naturalista e explorador, enquanto Wilhelm foi ministro, filósofo e linguista.

O autor do museu, o italiano Franco Stella, procurou agradar tanto aos defensores da reconstrução fiel do edifício original como aos que exigiam uma construção totalmente nova. O resultado foi quase salomónico: três das fachadas reproduzem o estilo barroco do antigo palácio real, enquanto a quarta é lisa e moderna. 

Audioguia de Berlim - Palácio Real

14. Audioguia Palácio Real

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BEBELPLATZ

A Praça Bebel, antigamente chamada Opernplatz, está situada no lado sul da Avenida Unter den Linden, a principal artéria de Berlim.

Foi nesta praça que, numa grande fogueira, se queimaram milhares de livros de alguns autores censurados pelos nazis, como Karl Marx, Heinrich Heine ou Sigmund Freud. Em memória deste facto ocorrido em 1933, encontra-se uma laje de vidro que cobre uma estante vazia.

Contornando a praça com o audioguia (áudio guia) temos edifícios magníficos, como a Ópera de Berlim, a Universidade de Humboldt e a Catedral de Santa Edwiges. 

A praça deve o seu nome atual, que remonta a 1947, ao político do SPD August Bebel. Anteriormente, este espaço prestava homenagem ao Imperador Francisco José.

Frederico II encarregou o arquiteto Von Knobelsdorff de criar um novo espaço no centro de Berlim, o Forum Fridericianum, que giraria em torno da nova praça surgida em 1740 após a demolição das muralhas. O Forum não alcançou a importância que Frederico II pretendia. Inicialmente, foi construída a ópera, e mais tarde a Antiga Biblioteca e o Palácio Velho.

As belas fachadas dos edifícios históricos da Bebelplatz mantêm-se como eram antes de 1943, embora, na maioria dos casos, escondam construções modernas por trás. Graças a esta conservação das fachadas, única em Berlim, a praça transforma-se todos os anos no ponto culminante do Festival das Luzes. Aqui também se celebra o espetáculo ao ar livre “Ópera Estatal para Todos”. 

Audioguia de Berlim - Bebelplatz

15. Audioguia Bebelplatz

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GENDARMENMARKT

Estamos com o audioguia (áudio guia) no gendarmenmarkt (mercado dos gendarmes), uma praça no centro de Berlim, considerada a praça mais bonita da cidade.

O edifício central da praça é o konzerthaus, um auditório construído em 1802 e restaurado em 1979 por ter ardido num incêndio.

E em cada lado da praça temos duas igrejas idênticas: no lado norte da praça está a igreja francesa edificada no século XVIII, como igreja dos huguenotes protestantes que haviam fugido da França para Berlim. E no lado oposto a igreja alemã, mais ou menos da mesma época. 

Durante o verão, a praça serve de palco para um ciclo de concertos de música clássica ao ar livre, enquanto no Natal acolhe o seu tradicional mercado.

A praça passou por uma profunda renovação ao longo de dois anos, praticamente impercetível para os visitantes. Sob o pavimento, que foi adaptado ao seu estatuto de monumento protegido, foram instalados reservatórios para armazenar e reciclar a água da chuva que se infiltra através de grelhas colocadas à superfície.

Um dos vizinhos mais ilustres da praça foi o poeta E.T.A. Hoffmann, embora o escritor que tem uma estátua no centro da praça seja Friedrich Schiller. O monumento regressou ao seu local original por ocasião do 750.º aniversário da praça, após ter sido retirado pelos nazis em 1935. 

Audioguia de Berlim - Gendarmenmarkt

16. Audioguia Gendarmenmarkt

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ILHA DOS MUSEUS

Trata-se de uma ilha assim chamada por ter localizados cinco destacados museus na sua metade norte , fazendo com que se trate de um dos conjuntos museológicos mais importantes do mundo. Os próximos pontos do audioguia (áudio guia) descrevem cada um deles. 

O conjunto de edifícios da Ilha do Spree é composto pelos cinco museus erguidos pelos monarcas prussianos e pela moderna Galeria James Simon, que funciona como área de receção aos visitantes. A Ilha dos Museus foi distinguida em 1999 como Património Mundial pela UNESCO.

O primeiro edifício data de 1830, o Altes Museum, o museu antigo. Em 1855 seguiu-se o Museu Real Prussiano, atualmente conhecido como Neues Museum. Em 1876 foi inaugurada a Antiga Galeria Nacional, cuja construção só foi finalizada no início do século XX. Em 1904 abriu o Museu Kaiser Friedrich, hoje conhecido como Museu Bode, e finalmente, em 1930, foi completado o conjunto com a abertura do Museu de Pérgamo.

Em 1999, após a queda do Muro, foi iniciado o Plano Diretor da Ilha dos Museus com o objetivo de reconstruir o Neues Museum e restaurar os restantes. Além disso, foi construída uma galeria subterrânea que interliga todos os edifícios, denominada o Passeio Arqueológico. 

Audioguia de Berlim - Ilha dos Museus

17. Audioguia Ilha dos Museus

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MUSEU ANTIGO

O Altes Museum é o museu mais antigo da ilha, sendo uma das obras mais importantes da arquitetura clássica de Berlim, que impressiona pela sua grandeza.

A sua coleção está centrada na cultura antiga, principalmente a Grécia, embora a arte romana também tenha o seu lugar no museu.  

O museu foi inicialmente concebido para albergar a coleção de arte da família real prussiana, mas, devido à magnitude da coleção, o rei Frederico Guilherme IV decidiu dedicar toda a parte norte da Ilha do Spree à promoção das artes e das ciências. O edifício foi construído por Karl Friedrich Schinkel em 1830 e passou por várias remodelações. Durante a Segunda Guerra Mundial, um camião explodiu nas suas imediações.

A longa fachada com dezoito colunas jónicas estriadas representa a grandiosidade do império prussiano. No seu interior, destaca-se a rotunda rodeada por estátuas clássicas, inspirada no Panteão de Roma.

O Altes Museum possui a maior coleção de arte etrusca fora de Itália e o seu gabinete numismático reúne mais de 1.300 moedas desde o século VII a.C. até ao século III d.C. Na sua peculiar câmara do tesouro, decorada com um dossel azul, estão expostas joias em ouro e prata. 

Audioguia de Berlim - Museu Antigo

18. Audioguia Museu Antigo

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NOVO MUSEU

O audioguia (áudio guia) continua com o Neues Museum, o museu mais importante da ilha dos museus, embora quase tenha sido destruído durante a Segunda Guerra Mundial. Recentemente, em 2009, concluiu-se a sua recuperação, conservando-se os restos do antigo edifício e respeitando a sua estrutura.

De sua coleção destaca-se, sem dúvida, a parte do Egito. Podem-se ver múmias, figuras funerárias utilizadas para os rituais de enterro, mas, sem dúvida, a obra-prima do museu é o busto da Rainha Nefertiti, preservada em perfeitas condições desde a sua criação, no ano de 1351 a.C. Também são mostrados objetos da Idade da Pedra e outros provenientes da Idade do Ouro e do Bronze, além de diversas estátuas e achados provenientes da época romana. 

O Neues Museum foi construído entre 1843 e 1855 como complemento ao Altes Museum, que pouco depois da sua inauguração já se encontrava totalmente preenchido. O museu alberga cerca de 9.000 peças distribuídas pelos seus quatro andares. O busto de calcário estucado da rainha Nefertiti, preservado numa vitrina com quatro metros de altura, é exibido isoladamente na sala da Cúpula Norte. A coleção egípcia inclui ainda papiros, obras literárias e esculturas, entre as quais se destaca a Cabeça Verde de Berlim, datada de 350 a.C.

A peça mais antiga do Neues Museum é uma cabeça de machado da Idade da Pedra, com cerca de 700.000 anos. Destacam-se também os vasos de prata do Tesouro de Príamo, descobertos por Heinrich Schliemann durante a sua busca pela cidade de Troia. 

Audioguia de Berlim - Novo Museu

19. Audioguia Novo Museu

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MUSEU DE PÉRGAMO

Trata-se do museu mais imponente da Ilha dos Museus e o mais visitado de Berlim.

Exibe uma impressionante coleção de antiguidades clássicas, do Médio Oriente e da arte islâmica. É de destacar o monumento mais impressionante do museu, o Altar de Pérgamo, construído há mais de 2.000 anos para agradecer aos deuses pelas bênçãos concedidas. Com o audioguia (áudio guia) podemos ver uma reconstrução da porta do mercado romano de Mileto, de 17 metros de altura, uma reconstrução da Porta de Astarté , construída no século VI a.C. e obras-primas da arte islâmica, desde o século VII até ao século XIX, entre outras. Trata-se de uma visita obrigatória na cidade. 

A descoberta de Troia por Heinrich Schliemann no século XIX provocou uma verdadeira febre por escavações entre muitos alemães, que viajaram para o Oriente Próximo em busca de tesouros.

As facilidades concedidas pelo Império Otomano permitiram o transporte de grande parte desses achados para Berlim, onde foram armazenados num edifício situado na Ilha dos Museus. Antes da Primeira Guerra Mundial, esse edifício teve de ser demolido devido a problemas de fundações, dando lugar à construção do novo Museu de Pérgamo, entre 1910 e 1930, no mesmo local.

O museu recebe o seu nome pelo altar de Pérgamo, proveniente da antiga cidade de Mísia, situada no que é hoje o noroeste da Turquia. Trata-se de um enorme mausoléu de mármore, rodeado por um friso que, na parte exterior, representa a luta entre deuses e gigantes, e na parte interior narra a lenda de Télefo, o fundador da cidade. 

Audioguia de Berlim - Museu de Pérgamo

20. Audioguia Museu de Pérgamo

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20. Audioguia Museu de Pérgamo

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MUSEU BODE

Este museu deve o seu nome ao seu fundador, Wilhelm von Bode, embora originalmente se chamasse Kaiser-Friedrich-Museum, em homenagem ao imperador alemão Frederico III.

O edifício, de estilo neobarroco, que abriu as suas portas em 2006, depois de estar fechado para restauração, alberga uma coleção de peças bizantinas, uma coleção de esculturas e moedas e medalhas. 

O edifício, situado num promontório entre os dois braços do rio Spree, é acessível através da Ponte Monbijou.

O Gabinete Numismático é considerado um dos melhores do mundo, com meio milhão de moedas e medalhas. Entre as esculturas mais relevantes do museu destacam-se a "Madonna Pazzi", de Donatello; a "Virgem com o Menino", de Luca della Robbia; e "A Bailarina", de Antonio Canova. No que diz respeito à pintura, sobressai a Galeria Tiepolo, com vinte e dois frescos do pintor italiano.

Em frente ao museu realiza-se, todos os sábados, domingos e feriados, um mercado de livros e antiguidades. 

Audioguia de Berlim - Museu Bode

21. Audioguia Museo Bode

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GALERIA NACIONAL ANTIGA

Próxima paragem do audioguia (áudio guia), a Galeria Nacional Antiga foi criada para abrigar uma coleção de arte do século XIX, doada pelo banqueiro Joachim H. W. Wagener. Com o tempo, ampliou-se significativamente, e hoje é uma das maiores coleções de esculturas e pinturas do século XIX na Alemanha.

O edifício ficou bastante danificado durante a segunda guerra mundial. Em 2001 foi completamente restaurado e foi reaberto.

Atualmente só conta com os quadros das coleções, já que as esculturas estão fora da ilha, na vizinha Friedrichswerdersche Kirche, uma igreja neogótica. 

O imponente edifício neoclássico foi construído entre 1867 e 1876 por Heinrich Strack, seguindo o projeto de August Stüler, que se inspirou num antigo templo grego. O museu ergue-se sobre um pódio, ao qual se acede por uma dupla escadaria. A escada de mármore está decorada com um friso de Otto Geyers, que representa figuras ilustres da história alemã.

Entre os tesouros que a Galeria Nacional Antiga conserva encontram-se a pintura No Verão, de Pierre Auguste Renoir, e Monge à beira-mar, do pintor alemão Caspar David Friedrich. 

Audioguia de Berlim - Galeria Nacional Antiga

22. Audioguia Galeria Nacional Antiga

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MUSEU JUDAICO DE BERLIM

Trata-se de um dos maiores museus judeus da Europa, que mostra, através de obras de arte e objetos da vida quotidiana, a história dos judeus que vivem e viveram na Alemanha durante os últimos dois mil anos.

O arquiteto polaco Daniel Libeskind projetou este edifício, que foi inaugurado em 1999, estando então vazio, e tornou-se um dos primeiros museus da história a abrir para mostrar apenas a sua arquitetura. As fachadas metálicas, janelas com caprichosas formas e orientações, e a planta em forma de raio são as suas principais caraterísticas, que transmitem a ideia de que o edifício é o vazio que deixado pelos judeus berlinenses desaparecidos durante o Holocausto. Acompanhado pelo audioguia (áudio guia), pode visitar a Torre do Holocausto e o Jardim do Exílio, que são outras duas construções pertencentes ao museu.

A planta da "Torre do Holocausto" é um quadrilátero pontiagudo e as suas fachadas são feitas de betão à vista. A única iluminação desta sala provém de um buraco na parede, que se encontra na parte superior da torre.

O "Jardim do Exílio", cujo nome oficial é Josef Hoffmann, é um grande quadrado situado no exterior do edifício, onde há 49 pilares de secção quadrada, dispostos em grade. O número 49 simboliza o ano de fundação de Israel. Esses pilares são de betão com orifícios, que estão preenchidos com terra de Berlim, exceto o central, preenchido com terra de Jerusalém, e estão coroados com vegetação. O terreno do jardim é inclinado, seguindo a diagonal, os pilares são perpendiculares ao chão, isto é, são inclinados. O arquiteto pretendia que o ato de andar no interior desta "floresta" de pilares coroados com plantas fosse desconfortável. 

O arquiteto Daniel Libeskind enfrentou a difícil tarefa de conceber um espaço que fizesse justiça à história dos judeus na Alemanha. O resultado foi um dos principais exemplos da arquitetura desconstrutivista. Com este estilo, que desmonta partes dos edifícios para as reorganizar de forma diferente, Libeskind proporciona ao visitante uma experiência física intensa.

A entrada no museu faz-se pela antiga Kollegienhaus do século XVIII, descendo até ao subsolo por uma escadaria mal iluminada com degraus oblíquos. Junto à entrada encontra-se o Glashof, um pátio interior coberto por ramos brancos de aço que funciona como zona de descanso e pretende evocar a festa judaica que celebra a travessia do deserto pelo povo de Israel. 

Audioguia de Belrim - Museu Judaico de Berlim

23. Audioguia Museu Judaico de Berlim

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TOPOGRAFIA DO TERROR

Neste lugar existia um edifício neobarroco, que em 1933 se transformou na sede da Gestapo e Gabinete Central de Segurança das SS.

No pouco que resta da sua estrutura, atualmente temos um museu ao ar livre protegido da intempérie por um dossel, no qual se expõe a história da repressão nazi.

Também podemos visitar com o audioguia (áudio guia) um centro de documentação, concluído em 2010, que narra a história do lugar, das instituições do terror do governo do Nacional Socialismo e os crimes perpetrados em toda a Europa.  

As SS foram fundadas em 1925 como força policial do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. O líder das SS, Heinrich Himmler, agricultor de profissão, conseguiu em 1936 o controlo total das forças policiais para formar um corpo de proteção estatal orientado pela vontade de Hitler e estruturado como uma organização religiosa com critérios rigorosos de admissão.

A Gestapo, a polícia secreta do Estado fundada em 1933 por Hermann Göring, era um organismo independente da restante administração e das outras forças policiais. O serviço de segurança SD das SS, criado por Himmler em 1931, vigiava os membros do partido nazi e os seus opositores. Com o início da guerra, Himmler fundiu estes corpos policiais no Gabinete Principal de Segurança do Reich (RSHA), sob a direção de Reinhard Heydrich. 

Audioguia de Berlim - Topografia do Terror
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EAST SIDE GALLERY

Penúltimo ponto do nosso audioguia (áudio guia), a East Side Gallery é o maior trecho preservado do muro de Berlim, uma galeria de arte ao ar livre com 1316 metros, que não foi demolido com essa finalidade. Está localizada perto do centro de Berlim, ao longo das margens do rio Spree. É considerada a galeria de arte ao ar livre com o maior comprimento do mundo.

Dispõe de 103 murais pintados por artistas de todo o mundo, homenageando a liberdade e documentando a euforia e a esperança por um mundo melhor após o fim da guerra fria. 

A East Side Gallery surgiu por iniciativa do pintor escocês Chris Maclean, que em 1990 convidou 118 artistas para pintarem os seus murais. O escocês pretendia levar estas obras pelo mundo fora, mas a dificuldade do empreendimento fez com que permanecessem onde estavam. Entre estas pinturas destacam-se “O beijo entre irmãos” e “Trabant a atravessar o muro”.

Em 1996 foi criada uma iniciativa de artistas para preservar e restaurar periodicamente as obras, já que, sendo uma galeria ao ar livre, estão sujeitas às intempéries.

Desde a construção do Muro de Berlim, a parte ocidental ficou coberta de grafites, enquanto a zona oriental permaneceu impecavelmente branca. 

Audioguia de Berlim - East Side Gallery

25. Audioguia East Side Gallery

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PALÁCIO DE CHARLOTTENBURG

Este palácio de estilo barroco foi construído em 1699 pelo arquiteto Johann Arnold Nering. Após a coroação de Frederico I como Rei da Prússia, em 1702, o palácio foi remodelado para ampliação, embora a rainha Sofia Carlota, que havia encomendado o original, não vivesse para ver a obra concluída. Após a sua morte, o palácio, antes chamado Lietzenburg, e o distrito em que se encontra, passaram a chamar-se de Charlottenburg, em sua homenagem. Entre 1707 e 1712 realizou-se outra ampliação, construindo-se a bela cúpula.

Na história do castelo destaca-se, sem dúvida, a sala de âmbar, que tem um revestimento de precioso âmbar, que mais tarde seria considerada como a oitava maravilha do mundo. Foi desenhada pelo arquiteto e escultor Andreas Schlüter.

Em 1943, os bombardeamentos da força aérea britânica sobre Berlim destruíram parcialmente o palácio e uma grande parte da decoração do edifício, que não pôde ser restaurada por completo.

Atualmente é utilizado como museu, no qual se expõe o quarto de Frederico, o Grande, as insígnias de Frederico I e sua esposa, porcelana e uma grande quantidade de quadros, como a coleção de pintura francesa do século XVIII mais importante fora da França. O antigo teatro do castelo tem outro museu, este destinado à pré-história.

Tem um enorme jardim, projetado em estilo barroco francês, posteriormente renovado em estilo de paisagem inglesa. Além disso, ao passear com o audioguia (áudio guia), podemos ali encontrar diversas construções, como a casa de chá Belvedere, o vila napolitana e o mausoléu da rainha Luísa. 

A Rainha Sofia Carlota contratou o paisagista francês Siméon Godeau para desenhar os jardins do palácio inspirados nos de Versalhes, onde a rainha costumava passear sozinha e organizar festas pomposas. Atualmente, os cidadãos berlinenses frequentam estas amplas zonas verdes para apanhar sol, fazer piqueniques e praticar desporto.

Outra rainha prussiana, Luísa, muito querida pelo povo, também viveu no Palácio de Charlottenburg, que deixou de ser utilizado como residência real em 1888.

O bairro de Charlottenburg, que se estende até ao Tiergarten e à Porta de Brandemburgo, foi até à reunificação alemã o centro da vida social de Berlim Ocidental. No século XVII, os terrenos onde Frederico III projetou a construção do palácio para oferecê-lo à esposa situavam-se em plena zona rural. 

Audioguia de Berlim - Palácio de Charlottenburg
Audioguia de Berlim - Palácio de Charlottenburg

26. Audioguia Palácio de Charlottenburg

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Áudio-guias (guia áudio), guias multimédia interativos, acessórios, base carregadora

Áudio-guias

Guias áudio, guias multimédia interativos,
áudio-guia GPS para autocarro turistico, bases carregadoras
e acessórios.

Rádio-guias, Tour Guide (sistema de visita guiada), auriculares, malas de carregamento

Rádio-guias

Tour Guide, sistemas de visita guiada, auriculares, malas de carregamento.

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Aplicações móveis

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Audio guias multi-idiomas, traduções, locuções. Audiodescrições, signoguías, conteúdos para áudioguias. Realidade 3D.

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